terça-feira, 22 de maio de 2018

Balanço da Estre Ambiental revela aos acionistas o envolvimento do grupo megalixeiro na Operação Lava Jato

Edifício onde o megalixeiro Wilson Quintella Filho tem um mega apartamento mansão em São Paulo, invadido pela PF 
A empresa megalixeira brasileira Estre Ambiental S.A.se viu obrigada a informar aos seus acionistas pela primeira vez sobre o seu envolvimento e de seus dirigentes nos fatos investigados pela Operação Lava Jato no Relatório Anual de 2014, no documento denominado “Demonstrações Financeiras Individuais e Consolidadas de 31 de dezembro de 2014”. As Operações da Lava Jata já eram públicas para os acionistas da Estre Ambiental S.A., não há qualquer dúvida, todos os brasileiros já sabiam da sua existência e das suas descobertas.

A referência da implicação do Grupo Estre nas investigações da Operação Lava Jato contras na página 116, no item 35 do relatório contendo o balanço das atividades empresariais concluídas em 31 de dezembro de 2014, no subitem 35.1. Trata-se de um documento que foi aprovado pela Administração, Diretoria e Conselho de Administração da Estre Ambiental S.A. Portanto, todos os proprietários e executivos de alto escalão da empresa estavam em pleno conhecimento das bandidagens nas quais a Estre se envolveu durante o regime da organização criminosa petista, especialmente nos negócios com a Petrobras e suas subsidiárias (Transpetro).

Diz o documento que “a Polícia Federal iniciou investigação – denominada Operação Lava Jato, visando apurar práticas de lavagem de dinheiro por organizações criminosas em diversos Estados brasileiros”. E que o “Sr. Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobrás, firmou acordo de delação premiada, citando a Estre Ambiental S.A. em depoimentos ocorridos em 05/09/2014, porém tornados públicos pelo MPF em 06/03/2015”. Ou seja, mesmo nessa comunicação aos acionistas a Estre faltou com a apresentação de informações, ao dizer que foram tornados públicos pelo Ministério Público Federal em 6 de março de 2015. O jornal o Globo, de 30 de janeiro de 2015, às 10h37m, com atualização às 10h45m, publicou matéria com o título “Paulo Roberto Costa diz ter recebido 'agrado' de quase R$ 8 milhões de duas empresas”, e noticiava mais de um mês antes da data referida no Relatório Anual da Estre o envolvimento da empresa com pagamento de propina.

Quintella e sua mulher e sócia Tatiana
A matéria do jornal Globo diz que “segundo o jornal Valor Econômico, ex-diretor da Petrobras citou as empresas Andrade Gutierrez e Estre Ambiental em sua delação premiada”. E mais, Paulo Roberto Costa, ex-diretor da área de Abastecimento da Petrobras, afirmou em sua delação premiada “que recebeu um 'agrado' de quase R$ 8 milhões das empresas Andrade Gutierrez e Estre Ambiental”. Diz ainda o mesmo veículo de comunicação, que “Costa relatou ter sido informado por Fernando Soares, o `Fernando Baiano´, que havia cerca de R$ 8 milhões à disposição do ex-diretor depositados em conta bancária aberta no Principado de Lichstenstein, na Europa” e que “desse dinheiro, entre US$ 2 milhões e US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 6,5 milhões) seriam oriundos de valores pagos pela Andrade Gutierrez e R$ 1,4 milhão teria vindo da Estre Ambiental, que de acordo com ele tinha interesse em prestar serviços para a Transpetro”.

Ou seja, a Estre desviou dinheiro para o Exterior, para uma conta no Principado de Lichstenstein, sem declarar essa operação, sem fazer registro dessa operação. Em suas notas explicativas às Demonstrações Financeiras de 31 de dezembro de 2014, redigidas em 6 de julho de 2015, por auditores independentes da Ernest & Young, empresa contratada pela Estre Ambiental S.A., foi explicado aos acionistas que a “administração afirma que não tem conhecimento das afirmações mencionadas no depoimento (de Costa) e que a Companhia não tem como prática este tipo de pagamento”. Quem acredita hoje nessa informação capitaneada pelo ex-megalixeiro e pela Estre? 

A Estre Ambiental S.A. nessa época tinha como presidente Fernando Ribeiro Bau e como presidente do Conselho de Administração, justamente Wilson Quintella Filho, naquela época seu maior acionista. No ano seguinte, em 23 de junho de 2016, os contadores da Ernest & Young assinaram o relatório dos auditores independentes sobre “Demonstrações Financeiras Individuais e Consolidadas de 31 de dezembro de 2015”. Na página 3 com o título “Operação Lava Jato”, informam os acionistas que “a Companhia (leia-se Estre) foi citada em denúncia via “delação premiada” e, por esse motivo a Administração iniciou o ano de 2015 uma investigação conduzida por especialistas independentes com o objetivo de detecção de eventuais irregularidades ligadas a essas denúncias advindas da “Operação Lava Jato”, sendo que os procedimentos efetuados e resultado estão descritos na `Nota Explicativa no. 1.6.1 destas demonstrações financeiras”.

Nesta nota explicativa, na página 28 das Demonstrações Financeiras Individuais e Consolidadas de 31 de dezembro de 2015, consta que a “Diretoria e Conselho de Administração da Companhia não toleram quaisquer atos ilegais, e, portanto, vem elaborando e implementando desde 2014, um conjunto de medidas para o aprimoramento da governança, controle e gestão de riscos que estipulam os procedimentos métodos e competências”. Isso no mínimo soa como uma grande piada, conforme foi desvendado pela Operação Descarte, da Polícia Federal, muito recente, que flagrou uma gigantes fraude promovida pela Estre contra o cofre da prefeitura de São Paulo e os bolsos assaltados dos contribuintes da capital paulista. A Estre Ambiental S.A. aprovou essa nota cínica em 22 de janeiro de 2015, pela totalidade dos membros do Conselho de Administração, diga-se sob a presidência de Wilson Quintella Filho, e ali foi criada a compliance e a contratação de um Compliance Officer, nível sênior. Pois foi debaixo do nariz dessa compliance, e do compliance officer senior, que a Estre, na sequência, envolveu-se na gigantesca fraude contra a prefeitura de São Paulo. Somente quatro meses após a decisão do conselho é que criaram efetivamente a área de Gestão e Riscos e Compliance, em 1º de junho de 2015. Mas, já estava em curso a fraude contra a prefeitura de São Paulo.

Essa área de Compliance da Estre Ambiental S.A. passa pela sua prova de fogo, ou seja, mostra para que existe na Companhia. Exatos 197 dias depois que foi criada, vê acontecer nova Operação da Polícia Federal, denominada Catilinárias, que invadiu a sede de uma das empresas do Grupo Estre com ordem judicial.

Conforme o site G1, em 15/12/2015, 15/12/2015 12h53 - Atualizado em 15/12/2015 21h04, Agentes da Polícia Federal estiveram na manhã desta terça-feira (15) no estaleiro de Araçatuba (SP) cumprindo mandados de busca e apreensão. Este mandado é um dos 53 que estão sendo cumpridos em todo país e tem relação com a operação Lava Jato, uma das maiores já realizadas contra a corrupção". Os policiais apreenderam computadores e documentos no estaleiro da cidade. A ação faz parte da operação Catilinárias, que é um braço a Lava Jato. O estaleiro faz parte do Grupo Estre Ambiental e é um dos principais alvos da operação. Inclusive em São Paulo a polícia fez busca também no apartamento do Sr. Wilson Quintella Filho e na sede da Estre Ambiental S.A. Ora, é inacreditável que a Compliance desta Companhia gerenciadora de resíduos, não tenha detectado esse risco.

Assim como também essa mesma Compliance não detectou o que afirma a POLÍCIA FEDERAL, por meio da Superintendência Regional em São Paulo, via DELEGACIA DE REPRESSÃO A CORRUPÇÃO E CRIMES FINANCEIROS – DELECOR, referência ao Processo nº 0009644-33.2017.403.6181 - incidental ao Inquérito Policial nº 279/2015-11, que ingressou com pedido de MEDIDA CAUTELAR – PRISÃO TEMPORÁRIA E BUSCA E APREENSÃO junto a 2ª VARA FEDERAL CRIMINAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE SÃO PAULO/SP, com a finalidade de autorização, entre outros, para arrombamento de portas e cofres eventualmente existentes nas empresas SPE SOMA – SOLUÇÕES EM MEIO AMBIENTE LTDA., CNPJ 14.758.018/0001-61, nome fantasia CONSÓRCIO SOMA – SOLUÇÕES EM MEIO AMBIENTE, avenida Aricanduva, 9800, São Mateus, São Paulo/SP, ESTRE AMBIENTAL S.A., CNPJ 03.147.393/0001-59, avenida Juscelino Kubitschek, 1830, Vila Olímpia, São Paulo/SP e CAVO SERVIÇOS E SANEAMENTO S.A., CNPJ 01.030.942/0001-85, rua Antonio Ribeiro Lima, 225, Jardim Lídia, São Paulo/SP, caso os investigados se recusem a abri-los, e apreender quaisquer documentos ou outras provas relacionadas aos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e de “Lavagem” de Dinheiro, incluindo registros contábeis, agendas, ordens de pagamento e documentos relacionados à manutenção de contas no Brasil e no exterior, dinheiro em moeda nacional ou estrangeira, computadores e quaisquer outros tipos de meio magnético ou digital de armazenamento de dados.

O delegado federal Milton Fornazari Junior escreveu no item 6 do Processo nº 0009644-33.2017.403.6181 - incidental ao Inquérito Policial nº 279/2015-1, “veementes provas da atuação de uma ampla e complexa organização criminosa, voltada principalmente à lavagem de dinheiro com recursos oriundos do CONSÓRCIO SOMA – SOLUÇÕES EM MEIO AMBIENTE, prestador de serviços públicos de coleta de lixo na cidade de São Paulo/SP”.

O mesmo delegado escreveu no item 13 do Processo nº 0009644-33.2017.403.6181 - incidental ao Inquérito Policial nº 279/2015-1, que “verifica-se da fiscalização da Receita Federal, materializada na Informação Fiscal s/nº, com data de 28/06/2017 (ANEXO 03) e na Informação Fiscal s/ nº, com data de 25/10/2017 (ANEXO 05 – fls. do Inquérito Policial nº 279/2015-11), que o CONSÓRCIO SOMA dissimulou a origem ilícita do valor total de R$100.549.848,00, por meio da simulação da aquisição de diversas mercadorias para utilização como insumos para sua prestação de serviços (detergente, sacos de lixo, uniformes, tinta em pó etc.), desde o início de suas operações, por meio do emprego de empresas inexistentes de fato, sem comprovação da existência mínima das mercadorias alegadamente adquiridas”.

E ainda no mesmo processo diz o delegado em seu item 14 que “de acordo com a apuração fiscal, a simulação referida importou na sonegação tributária no elevado valor total de R$ 34 milhões, sendo R$ 25 milhões devidos a título de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e R$ 9 milhões a título de Contribuição Social sobre o Lucro, valores que poderiam ter sido destinados para o custeio de serviços públicos essenciais (saúde, educação, previdência etc.)”.

Em comunicado interno, uma semana após a deflagração da Operação Descarte, com autorização da Justiça conforme o Processo nº 0009644-33.2017.403.6181 - incidental ao Inquérito Policial nº 279/2015-1, a empresa Estre Ambiental admitiu finalmente a ocorrência de "procedimentos incompatíveis". Ou seja, a existência de “procedimentos incompatíveis” só foi informada pela alta cúpula da Estre Ambiental S.A. após a operação da Polícia Federal mas a área de gestão e risco da Companhia mais uma vez não explicou para que foi criada.

Empresário fecha acordo com a Greenfield e vai pagar R$ 100 milhões de reparação



A força-tarefa da Greenfield, do Ministério Público Federal, no Distrito Federal, firmou termo de compromisso de reparação com Marcos Antônio Molina dos Santos, investigado na Operação Cui Bono. Pelo acordo, o controlador da Marfrig se compromete a pagar R$ 100 milhões, a título de danos materiais, morais e sociais. O empresário é investigado por pagar R$ 10 milhões em propina para liberar parcela de operação de crédito junto a Caixa Econômica Federal. O valor definido no termo de reparação é dez vezes maior do que o monta do possível valor indevido que está sob investigação na Cui Bono. A operação foi deflagrada em janeiro de 2017 e teve como principal alvo o ex-vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Economica Federal, Geddel Vieira Lima (Governo Dilma). A Cui Bono investiga fraudes na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal para grandes empresas entre 2011 e 2013. O pagamento se refere a operações de crédito ilícitas (Cédula de Crédito Bancário) realizadas entre a Caixa Econômica Federal e a empresa, para acesso a R$ 300 milhões em crédito, já quitadas junto à instituição financeira. Assinado em abril, o termo foi homologado pela 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal. Segundo a Procuradoria do Distrito Federal, "o acordo não isenta o empresário a responder pelos ilícitos investigados na Operação Cui Bono". “O investigado antecipa-se à indenização às vítimas para, posteriormente, discutir os efeitos puramente penais em eventual ação penal”, informou o Ministério Público Federal. “A assinatura do termo não se confunde com acordo de leniência ou de colaboração premiada, por não tratar de reconhecimento de responsabilidade criminal ou administrativa de pessoa física ou jurídica. Além disso, não prevê nenhum tipo de benefício nem impede complementação da multa por outros órgãos de controle. O documento permite que, ao ser denunciado e condenado pelos fatos constantes no termo, o investigado possa ter a pena atenuada, a depender da sentença proferida pelo juiz". No ano passado, Molina dos Santos prestou depoimento espontaneamente, no qual esclareceu os fatos narrados na colaboração premiada do corretor Lúcio Funaro. O pagamento começa em maio e as parcelas serão corrigidas pela taxa Selic. Dos R$ 100 milhões, R$ 80 milhões serão destinados à Caixa Econômica Federal, R$ 10 milhões à União e outros R$ 10 milhões a projetos sociais que envolvam pesquisa e tratamento do câncer infantil. Pelo acordo assinado, a Procuradoria adotará as medidas necessárias ao desbloqueio de eventuais valores e vai se abster de propor novas constrições patrimoniais e financeiras envolvendo os mesmos fatos abrangidos pelo termo.

Banco Central decreta liquidação extrajudicial da corretora Gradual



O Banco Central decretou nesta terça-feira, 22, a liquidação extrajudicial da Gradual Corretora. Em nota publicada em seu site, o Banco Central informou que a liquidação ocorreu em função da existência de "graves violações às normas legais e regulamentares que disciplinam a atividade da Gradual CCTVM, o comprometimento de sua situação econômico-financeira, bem como a existência de prejuízos que sujeitam a risco anormal seus credores". A presidente da Gradual, Fernanda Ferraz de Braga Lima, é alvo das operações Papel Fantasma e Encilhamento, da Polícia Federal, , que apura fraudes envolvendo a aplicação de recursos de Institutos de Previdência Municipais em fundos de investimento. De acordo com o Banco Central, a Gradual não tem vínculos com qualquer conglomerado bancário. "A Gradual CCTVM tem baixa relevância no Sistema Financeiro Nacional, representando apenas 0,003% do ativo total e 0,07% dos recursos administrados de terceiros. Foi responsável por 0,04% do movimento total de câmbio realizado no quarto trimestre de 2017", informou o Banco Central.

Temer assina Medida Provisória para extinguir Fundo Soberano



O presidente Michel Temer assinou nesta segunda-feira (21) uma medida provisória (MP) para extinguir o Fundo Soberano do Brasil. Por se tratar de medida provisória, o ato de Temer entrará em vigor assim que for publicado, mas só se tornará uma lei em definitivo se o Congresso Nacional aprovar a MP, em até 120 dias. Criado em 2008, o Fundo Soberano tinha como objetivo funcionar como uma "poupança" para o Brasil combater crises econômicas, mas, em maio de 2016, o governo anunciou a extinção do fundo e a utilização dos recursos para equilibrar as contas públicas. Desde então, o Tesouro Nacional tem feito operações para resgatar as cotas que compõe o fundo, o que já soma R$ 26,5 bilhões. Esse dinheiro é transferido para a chamada conta única do Tesouro, mas fica reservado. Ainda restam cerca de R$ 500 milhões a serem resgatados. A extinção do Fundo Soberano visa garantir o cumprimento da chamada "regra de ouro das contas públicas", norma constitucional que impede que a emissão de dívida pública supere as despesas com investimentos. O objetivo da regra, na prática, é impedir que o governo se endivide excessivamente para pagar apenas despesas correntes, como salários de servidores. Mas, com o orçamento público cada vez mais comprometido com despesas obrigatórias e os seguidos déficits (despesas maiores do que receitas) dos últimos anos, o endividamento subiu e ameaça o cumprimento da regra, obrigando o governo a buscar soluções. O governo calcula que precisa de mais de R$ 200 bilhões para cobrir o rombo da regra de ouro. Além da extinção do Fundo Soberano, outras medidas serão adotadas, como o pagamento antecipado ao Tesouro Nacional de R$ 130 bilhões aportados, no passado, no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Marchezan Júnior entrega mais 33 leitos no Hospital Vila Nova

A prefeitura de Porto Alegre e a Associação Hospitalar Vila Nova entregam 33 novos leitos de retaguarda no Hospital Vila Nova (rua Catarino Andreatta, 155, Vila Nova) na zona Sul, nesta terça-feira, 22, às 8h30. Com isso, a instituição completa 66 novos leitos de retaguarda e outros 33 leitos de atendimento geral, que foram qualificados para leitos de retaguarda, totalizando 99 novos leitos de longa duração. O ato terá a presença do prefeito Nelson Marchezan Júnior. O estabelecimento de saúde, que há 50 anos está em funcionamento, presta atendimento 100% SUS.

Porto Alegre é selecionada em projeto para ser exemplo no tratamento do câncer



Porto Alegre é a única cidade latino-americana escolhida pela União Internacional de Controle do Câncer (UICC) para participar de um projeto que visa tornar algumas cidades líderes no planejamento e implementação de medidas para melhorar o serviço de tratamento do câncer. A nomeação da capital gaúcha para ser uma das Cidades-Desafio da City Cancer Challenge 2025 foi anunciada na tarde desta segunda-feira, 21, na Assembleia Mundial da Saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra, na Suíça. "Esperamos poder reunir todas as instituições interessadas no processo e criar um movimento real para que Porto Alegre realmente lute contra o câncer", disse Erno Harzheim, secretário municipal de Saúde. Ele acredita que, entre os problemas a serem enfrentados pelo executivo municipal, estão o estímulo à prevenção do câncer, a detecção precoce dos tipos de câncer que são diagnosticáveis e o encurtamento do tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento. "Além disso, há a necessidade do aprimoramento dos cuidados paliativos, que é um problema do País inteiro: qualidade de vida, conforto, redução da dor, etc.", disse Harzheim. O desafio foi concebido como uma forma de transformar os compromissos políticos assumidos no âmbito global em soluções funcionais que envolvam todos os setores da sociedade em torno do objetivo comum de aumentar o acesso da população ao tratamento do câncer de qualidade.

"O compromisso do governo municipal, juntamente com o terceiro setor e um parceiro privado, o Hospital Moinhos de Vento, compôs um grupo de pessoas interessadas em fazer com que Porto Alegre encarasse esse desafio", explicou Maira Caleffi, presidente voluntária da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA), ONG que trabalhou em conjunto com a prefeitura de Porto Alegre para que a candidatura da cidade fosse bem-sucedida. O Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (Imama) foi outro parceiro. A meta da iniciativa é diminuir o número de casos de mortes por câncer em 2,5 milhões em todo o mundo até 2025. O grupo parte do pressuposto de que muitas mortes de câncer são preveníveis e que todos os casos precisam ter um tratamento correto no momento adequado. "Nós próximos dois ou três anos, as neoplasias vão ser a principal causa de morte na cidade, superando as doenças cardiovasculares e cerebrovasculares. Já tínhamos esse dado e ele nos incentivou a entrar no desafio da UICC", disse Erno. 

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), estimam que 54,8 mil novos casos de câncer sejam registrados no Rio Grande do Sul. Destes, 7,67 mil serão em Porto Alegre. A cidade apresentará 127,96 casos de câncer de próstata para cada 100 mil habitantes (quase o dobro dos 66,12 esperados para o País todo, na mesma base de comparação) e 114,25 casos de câncer de mama para cada 100 mil habitantes (mais que o dobro dos 56,33 estimados para o Brasil). Porto Alegre e as demais cidades escolhidas receberão apoio durante dois anos para identificar e envolver todos os agentes interessados na iniciativa. A partir disso, será possível fazer uma avaliação para detectar as necessidades e prioridades do serviço ofertado na cidade, desenvolvimento de um plano de atividades orçamentado, e a identificação de colaborações e parcerias que garantam a sustentabilidade do projeto. "Esperamos que Porto Alegre tenha um salto de qualidade no tratamento do paciente com o câncer e que essa experiência sirva como um laboratório para gerar um grande avanço", acredita Maira. E afirma: "É uma vitória para o Brasil, desde que haja vontade política e que todos os setores da sociedade se unam pelo combate ao câncer".

Produção de caminhões cresceu 55,1% no primeiro trimestre

A comercialização de novas cotas de consórcio aumentou 8,4%, segundo a ABAC, e de acordo com dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a produção de veículos pesados aumentou em 55,1%, no primeiro trimestre desse ano, em comparação com o mesmo período de 2017. Foram produzidas 24.427 unidades, em 2018, frente a 15.748 caminhões fabricados no ano passado. O grande número de caminhões produzidos pode ter impulsionado, também, a comercialização de consórcio. Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (ABAC), as vendas de novas cotas de consórcio cresceram 8,4%, também no primeiro trimestre deste ano. Só para veículos pesados, o aumento foi de 3,7%.

Bolsa americana Nasdaq notifica a megalixeira Estre Ambiental pela não apresentação do balanço

A bolsa americana Nasdaq notificou a megalixeira brasileira Estre Ambiental pelo descumprimento de uma das obrigações fundamentais para a colocação de suas ações em pregão, a apresentação do balanço referente ao ano de 2017. No ano passado, a Estre Ambiental SA, uma sociedade anônima organizada sob as leis do Brasil, formou com a americana Boulevard Acquisition Corp II., veículo de investimento do Grupo Avenue Capital, a empresa "Newco" nas Ilhas Cayman, que passou a ser denominada Estre Ambiental Inc. A Estre Ambiental Inc. (do ingês "incorporated") tem como acionistas a Estre USA, da Boulevard Acquisition Corp, com participação de 56,6% das ações ordinárias emitidas e em circulação, e por 43,4% pertencentes aos acionistas iniciais da Estre Ambiental S.A. (leia-se Wilson Quintella Filho, BTG Pactual Principal Investment FIP MULT, Gisele Mara de Moraes, AG ANGRA Fundo de Investimento em Participações, Wilson Ferro de Lara, FIP Turquesa Mult I.E. e Iron FIP). Em dezembro de 2017, a Estre Ambiental Inc, controladora da Estre Ambiental S.A. (Brasil), promoveu a abertura de capital na NASDAQ. No pregão da bolsa americana passou a ser designada por NASDAQ: ESTR. NASDAQ Stock Market ou simplesmente NASDAQ (acrônimo de National Association of Securities Dealers Automated Quotations; em português, "Associação Nacional de Corretores de Títulos de Cotações Automáticas") é um mercado de ações automatizado norte-americano, onde estão listadas mais de 2.800 ações de diferentes empresas.. É o segundo maior mercado de ações em capitalização de mercado do mundo, depois da Bolsa de Nova York (NYSE - New York Stock Exchange).

Esta não é a primeira fez que a Estre Ambiental S.A. busca a abertura de capital no mercado de ações. No Brasil, o antigo proprietário (o ex-megalixeiro Wilson Quintella Filho, hoje proibido sequer de entrar nas instalações da empresa, e com todos os funcionários proibidos de conversar com ele, desde a eclosão da Operação Descarte, pela Polícia Federal) sabia que a Estre Ambiental S.A. não teria investidores para comprarem suas ações ordinárias. Um dos motivos, o principal, para essa dificuldade de encontrar investidores no mercado nacional é o alto comprometimento do grupo megalixeiro em crimes, entre eles a lavagem de dinheiro apontada pela Policia Federal e Receita Federal, e em delações na Lava Jato de Curitiba. A saída além do endividamento da Estre Ambiental S.A. era a venda a um fundo de investimentos nos Estados Unidos, o que acabou acontecendo. 

A Carta de Inadimplência enviada pela Nasdaq para a Estre Ambiental Inc notificou esta companhia, de que ela se encontra em desconformidade com os requisitos para listagem continuada estabelecidos na Regra de Listagem NASDAQ 5250 (c), porque não arquivou seu relatório anual no Formulário 20-F para o ano findo em 31 de dezembro de 2017 (“Relatório Anual 2017”). Essa notificação da Nasdaq para a Estre Ambiental Inc, de inadimplência com o arquivamento do “Relatório Anual 2017”, demonstrações financeiras, ocorreu no último dia 11 de maio de 2018. A “carta de inadimplência” obriga a Estre Ambiental Inc a dar conhecimento público da ocorrência. A companhia fez  o comunicado ao mercado, como estava obrigada a fazer, em inglês, somente sete dias depois de ter sido notificada, informando que no próximo dia 30 de maio de 2018 realizará uma coletiva de imprensa para a divulgação do “Relatório Anual 2017”. 

Certamente os investidores e interessados estarão atentos a essa coletiva e a divulgação das demonstrações financeiras de 2017, haja visto que a Policia Federal apontou uma lavagem de dinheiro por empresa do grupo Estre Ambiental SA, a SPE (sociedade de propósito específico) SOMA – SOLUÇÕES EM MEIO AMBIENTE LTDA., CNPJ 14.758.018/0001-61, nome fantasia de CONSÓRCIO SOMA – SOLUÇÕES EM MEIO AMBIENTE, empresa que tem sede na avenida Aricanduva, 9800, São Mateus, São Paulo/SP, dizendo que a Soma “dissimulou a origem ilícita do valor total de R$ 100.549.848,00, (cem milhões e quinhentos e quarenta e nove mil e oitocentos e quarenta e oito reais), por meio da simulação da aquisição de diversas mercadorias para utilização como insumos para sua prestação de serviços (detergente, sacos de lixo, uniformes, tinta em pó etc.), desde o início de suas operações (2011), por meio do emprego de empresas inexistentes de fato, sem comprovação da existência mínima das mercadorias alegadamente adquiridas”. Ou seja, praticou uma gigantesca fraude contra o cofre da prefeitura de São Paulo, na execução do processo de limpeza da cidade. Tudo isso está contido no processo nº 0009644-33.2017.403.6181 - incidental ao Inquérito Policial nº 279/2015-11. Nesse processo, a Polícia Federal ingressou na Justiça com pedido de MEDIDA CAUTELAR – PRISÃO TEMPORÁRIA E BUSCA E APREENSÃO junto a 2ª VARA FEDERAL CRIMINAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE SÃO PAULO/SP). Os alvos eram o consórcio Soma, a empresa Estre Ambiental SA e seu ex-proprietário, o ex-megalixeiro Wilson Quintella Filho, que teve seu apartamento mansão, no Itaim Bibi, em São Paulo, invadido pela Polícia Federal com ordem judicial.  Wilson Quintella Filho escapou por pouco da prisão, pedida pela Polícia Federal e negada pela Justiça Federal. Ele é um criminoso reincidente, já que foi investigado, assim como a Estre Ambiental, na Operação Lava Jato, por desvio de recursos da Petrobras e pagamentos de propinas. Wilson Quintella Filho e a empresa Estre Ambiental SA foram alvos de busca e apreensão. Na Lava Jato, Wilson Quintella Filho fez delação premiada, após ter sido alvo de investigação por delação premiada de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro. Como se vê, Wilson Quintella Filho e a Estre Ambiental SA são reincidentes na criminalidade..

A situação da empresa Estre Ambiental S.A. é gravíssima. Por consequência, contamina a sua controladora, a Estre Ambiental Inc, que não comunicou a Nasdaq, e muito menos a “Securities and Exchange Commission” (Comissão de Valores Mobiliários - SEC), agência federal dos Estados Unidos que detém a responsabilidade primária pela aplicação das leis de títulos federais e a regulação do setor de valores mobiliários, as ações da nação e opções de câmbio, e outros mercados de valores eletrônicos, e que agora terá que divulgar a “Lavagem de Dinheiro” promovida entre os anos de 2011 e 2017, conforme Processo nº 0009644-33.2017.403.6181 - incidental ao Inquérito Policial nº 279/2015-11, ingressou com pedido de MEDIDA CAUTELAR – PRISÃO TEMPORÁRIA E BUSCA E APREENSÃO junto a 2ª VARA FEDERAL CRIMINAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE SÃO PAULO/SP, e que atinge as gestões entre 2011 e 2017, presidentes Elio Cherubini Bergemann, Fernando Ribeiro Bau, Wilson Quintella Filho e Sergio Messias Pedreiro. É muito forte a possibilidade de uma representação nos Estados Unidos acarretar o cancelamento em definitivo da venda das ações da Estre Ambiental Inc. Se isto ocorrer, representará a falência do megagrupo lixeiro, que está muito endividado, precisando de aportes financeiros e sem encontrar apoio no mercado. 

Preso no Rio de Janeiro chefe de milícia que atuava mancomunado com traficantes

Agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal, em uma ação conjunta com uma equipe da 24ª Delegacia da Polícia Civil do Rio de Janeiro, prenderam neste domingo (20) um dos chefes da milícia que atua na região da Praça Seca, em Jacarepaguá. Hélio Albino Filho, o Lica, era ligado a Sérgio Luiz da Silva Júnior, o “Da Russa”, morto no sábado (19), no Complexo do Lins, em operação do Comando Conjunto das Forças Armadas, que atua na intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro. Lica, que tinha mandado de prisão expedido pela Justiça, foi preso na favela Camarista Méier, que faz parte do Complexo do Lins. Ele é suspeito de ter se aliado a uma facção criminosa para que traficantes de drogas pudessem agir na comunidade conhecida como Bateau Mouche, na Praça Seca, onde, desde a última sexta-feira (18), ocorre uma grande operação das forças de segurança. Segundo a Polícia Federal, Lica está diretamente envolvido nos constantes confrontos que vinham ocorrendo na região. Ele foi também autuado em flagrante pelo crime de uso de documento falso e porte de arma de uso restrito. Na operação deste domingo foram apreendidas duas pistolas, uma de calibre .40 e outra, de calibre 45, esta com kitrajada, que dá tiros em série, semelhantes aos de uma metralhadora. Também foram apreendidos R$ 23.900,00 em dinheiro, um carro e munição. As ações que resultaram na prisão de Lica fazem parte da Operação União Rio e tiveram apoio da Polícia Rodoviária Federal, por meio da troca de informações de inteligência com as forças de segurança do Estado. De acordo com a Polícia Civil, a prisão de Lica, somada à morte do traficante Da Russa, representa um grande prejuízo para a facção criminosa Comando Vermelho, que controla o tráfico de drogas na Praça Seca.

domingo, 20 de maio de 2018

Piloto suspeito de envolvimento com morte de chefes do tráfico tinha relação próxima com coronel da Policia Militar de São Paulo



Edson Luiz Gaspar foi subcomandante do Grupamento de Radiopatrulha Aérea da PM de São Paulo. Tinha abaixo dele mais de 400 policiais e respondia por quase 30 aeronaves da Polícia Militar em todo o Estado. Em 2008, a filha dele, Tamires Correa Gaspar, abriu uma empresa em sociedade com Felipe Ramos Morais, piloto preso em Goiás na segunda-feira (14) por ter participado da morte de dois chefes de uma facção criminosa de São Paulo, Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, Fabiano Alves de Souza, o Paca. Felipe é apontado pela polícia de São Paulo como piloto dessa facção e já foi condenado por traficar cocaína usando um helicóptero. Ele foi encontrado usando o documento falso de outro piloto, que estava desaparecido e era suspeito de levar drogas do Paraguai para Goiás. À Polícia Civil, o preso teria dito que usava o documento falso por ter feito serviços para organizações criminosas e ter medo de ser encontrado por esses grupos. A empresa aberta pelo piloto se chama G. F. Assessoria Aeronáutica Ltda. Felipe Ramos Morais era sócio e administrador. A filha do coronel assinava apenas como sócia – na época, ela tinha 19 anos. De acordo com o registro na Junta Comercial de São Paulo, em março do ano passado, Felipe foi retirado da sociedade e o Coronel Gaspar, agora aposentado, entrou no lugar dele. Os dois ficaram amigos em uma rede social em março de 2012. Quatro meses depois, Felipe foi preso com 173 kg de pasta base de cocaína em helicóptero. As iniciais G e F, da G. F. Assessoria Aeronáutica, também aparecem em outra empresa de Felipe Rramos Morais, que tem quatro helicópteros, dois deles envolvidos no transporte de drogas: G. F. Helicópteros. A mãe e a irmã do piloto têm uma terceira empresa: a G. F. Táxi aéreo. 


Para Rafael Alcadipani, pesquisador da atividade policial da FGV, que estuda a atividade policial, a relação de um policial militar de alto escalão com um piloto condenado por tráfico de drogas e envolvido com uma facção criminosa de São Paulo é gravíssima. "O que nós temos de indícios até aqui são gravíssimos, por isso que a gente precisa de uma investigação aprofundada dos órgãos competentes, tanto da Corregedoria da PM que, em geral, é bastante dura nesse tipo de investigação, quanto dos demais órgãos de segurança pública, o Ministério Público", diz o professor. 

Entre março e abril, a polícia de São Paulo já tinha apreendido três helicópteros que são de Felipe Ramos Morais, segundo os delegados, mas estavam em nome de laranjas. Outros cinco helicópteros registrados no nome de empresas do piloto, três deles estão com a documentação em dia para voar. 

Astrônomos encontram oxigênio em galáxia a mais de 13 bilhões de anos-luz da Terra

Cientistas encontraram sinal de oxigênio em galáxia localizada a 13.28 bilhões de anos-luz de distância da Terra, demonstra estudo publicado na quarta-feira (16) na revista científica "Nature". O registro foi feito pelo supertelescópio ALMA (Atacama Large Milimeter Array) e é o ponto mais distante do Universo em que o gás foi registrado. O ano-luz é uma medida de distância utilizada em astronomia e indica o caminho percorrido pela luz no vácuo no período de um ano. Para se ter uma ideia da distância do ponto de oxigênio encontrado, o Sol está a 8 minutos-luz do nosso planeta. O feito foi alcançado por uma equipe internacional de astrônomos, coordenada por Takuya Hashimoto, pesquisador no Observatório Astronômico Nacional do Japão. A galáxia tem o nome de  MACS1149-JD1 e, para identificar o gás, os cientistas primeiro verificaram a presença de uma luz infravermelha emitida pelo oxigênio. "Eu fiquei tão animado que eu sonhei com o sinal de oxigênio e tive dificuldade de dormir à noite", disse Hashimoto. O cientista descreve que o sinal infravermelho percorreu 13,28 bilhões de anos-luz; e, por isso, trata-se do oxigênio mais antigo já detectado por qualquer telescópio. Para chegar a essa distância, os cientistas mediram o comprimento de onda do sinal infravermelho.  

Segundo os cientistas, por um certo período após o Big Bang, não havia oxigênio no Universo. O oxigênio foi criado nas estrelas e liberado quando morreram. Por isso, a detecção de oxigênio em MACS1149-JD1 indica que gerações anteriores de estrelas expeliram o gás. A partir disso, os astrônomos também identificaram que as estrelas mais antigas da galáxia existiram há cerca de 250 milhões de anos. Não é a primeira vez que o ALMA registra o oxigênio mais distante. Em 2016, cientistas encontraram oxigênio em galáxia a 13.1 bilhões de anos-luz. "Com a descoberta, nós também encontramos a fase mais antiga de formação de estrelas de que se tem registro", disse Hashimoto, do Observatório Astronômico Nacional do Japão, em nota.

GM anuncia 20 novos carros para países do Mercosul até 2022

A GM (General Motors) vai lançar 20 novos veículos da sua marca Chevrolet até 2022 na região do Mercosul. Sem especificar modelos ou onde eles serão produzidos, a empresa comunicou ainda que haverá dez séries especiais. "Esta é a maior renovação da linha Chevrolet na história da marca na região", afirmou Carlos Zarlenga, presidente da GM Mercosul. No ano passado, a GM anunciou que investiria R$ 4,5 bilhões nas suas unidades brasileiras em São Caetano do Sul (SP), Joinville (SC) e Gravataí (RS). Os valores fazem parte dos R$ 13 bilhões em investimentos planejados até 2020 pela multinacional no país, anunciados em 2014. O comunicado não esclarece se os novos veículos da Chevrolet também estão incluídos na conta dos R$ 13 bilhões. Em São Caetano, que receberá R$ 1,2 bilhão, a empresa planeja lançar novos produtos, e em Joinville, o investimento de R$ 1,9 bilhão é voltado a tecnologias de propulsão para os motores dos carros. O Complexo Industrial de Gravataí (RS) vai receber R$ 1,2 bilhão nos próximos anos. No ano passado, as operações da GM no Brasil e na Argentina foram integradas à GM Mercosul. Em 2017, a Chevrolet vendeu nos dois mercados 517.127 mil veículos, sendo 394.157 mil no Brasil e 122.970 mil na Argentina.

Juiz atende pedido do MBL e retira seguranças, motoristas e assessores do bandido corrupto Lula

Um juiz de Campinas, interior de São Paulo, determinou a retirada de seguranças, motoristas e assessores pagos pela União ao bandido corrupto, lavador de dinheiro, chefe da organização criminosa petista e ex-presidente Lula. O magistrado atendeu à ação popular movida pelo MBL (Movimento Brasil Livre). Por ser ex-presidente, Lula tinha à disposição um total de seis servidores públicos - quatro seguranças e dois assessores pessoais-, além dos dois motoristas. O Palácio do Planalto já avaliava a retirada dos benefícios do petista. Na decisão, o juiz Haroldo Nader, da 6ª Vara da Justiça Federal de Campinas, argumentou que não há razão para manter os funcionários, uma vez que Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde o dia 7 de abril. O magistrado também pontua que não há questionamento sobre a lei sancionada em 1986, e regulamentada em 2008 pelo próprio Lula, que determina os benefícios aos ex-presidentes, mas sobre a manutenção dos serviços diante da prisão do petista. "Trata-se do ato administrativo de manutenção do fornecimento e custeio de serviço de seguranças individuais, veículos com motoristas e assessores a um ex-presidente que cumpre pena longa, de doze anos e um mês de reclusão", afirma.

Diante disso, Nader pontua que não existem motivos "senão desvio de finalidade, da manutenção desses serviços" e determinou a suspensão imediata dos benefícios. O advogado do MBL, Rubens Nunes, conta que a ação foi movida logo após a prisão do bandido corrupto Lula e que o pedido foi fundamentado com dados obtidos junto à Presidência da República por meio da Lei de Acesso à Informação. "Na nossa concepção ele se tornou indigno. Mais que isso, não faz sentido a manutenção desses benefícios onerando o contribuinte e a população", disse. Nunes diz que a decisão do juiz foi recebida com alegria, mas já era esperada. "Tínhamos certeza que teríamos êxito, porque a manutenção desses benefícios fere o princípio da moralidade, eficiência e finalidade", afirma. Esse foi a única ação movida pelo MBL contra o bandido corrupto Lula, mas o advogado do movimento afirma que pretende questionar a aposentadoria recebida pelo ex-presidente. 

Tribunal de Lisboa determina extradição de Raul Schmidt para o Brasil

O Ministério Público Federal que o Tribunal da Relação de Lisboa determinou, na sexta-feira, 18, o cumprimento da ordem de extradição do empresário Raul Schmidt, investigado na Lava Jato, de Portugal para o Brasil. Preso em Portugal em março de 2016, na primeira fase internacional da Operação Lava Jato, Schmidt, segundo o Ministério Público Federal, teria recebido propina de mais de US$ 200 milhões em serviços — entre eles, facilitação de desvios de recursos da Petrobrás em diferentes diretorias. Para o Ministério Público Federaç, é possível que ele seja “o fugitivo com maior patrimônio desviado dos cofres públicos brasileiros”. De acordo com as informações da Secretaria de Cooperação Internacional do Ministério Público Federal, o empresário deve ser entregue às autoridades brasileiras assim que for localizado pela polícia portuguesa, a quem cabe cumprir o mandado expedido pela corte. Ele foi posto em liberdade após decisão de 3 de maio da corte suprema de Portugal, porque o prazo para cumprimento da extradição, de 45 dias, havia se esgotado.

A secretária de cooperação, Cristina Romanó, sustenta que o fato de o investigado ter sido colocado em liberdade não impede o cumprimento da extradição. O Ministério Público Federal aponta que Schmidt jamais foi colocado às autoridades brasileiras para a realização da extradição — e que por isso não se pode falar em esgotamento de prazo. Ela esteve pessoalmente em Portugal há uma semana e reuniu-se com autoridades portuguesas para reforçar o posicionamento. Nas conversas com o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, com autoridades diplomáticas e representantes do Ministério da Justiça português, Cristina Romanó pontuou a importância de que ele possa responder no Brasil a processos que se referem a crimes praticados antes de o empresário obter a ter cidadania portuguesa, em 2011. Disse também que Lisboa não deve se tornar um refúgio para investigados da Lava Jato brasileira sem vínculos efetivos prévios com Portugal. “Não há divergências entre as autoridades brasileiras e portuguesas quanto à extradição. Apenas a atuação da defesa para impedir o cumprimento de uma decisão judicial válida”, explicou Cristina Romanó. Segundo ela, não é a primeira vez que, em vez se de apresentar às autoridades, o investigado foge e se esconde da Interpol, enquanto tenta algum recurso judicial que atrase a sua extradição. 

Sogra de Lulinha repassou dinheiro para empresa ligada a operador do petrolão

A sogra de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e uma empresa da qual ela é sócia repassaram R$ 252,7 mil para a SM Terraplenagem, firma ligada ao doleiro Adir Assad, usada para lavar dinheiro do petrolão. Os dados são do Ministério Público Federal, que levantou a movimentação da SM Terrplenagem de 2007 a 2013. Maria Teresa de Abreu Moreira, a sogra, é vinculada a R$ 109,6 mil; a Geobase Construção e Pavimentação, a R$ 143 mil.